sábado, 4 de abril de 2009

Três palavras

São apenas três palavras
Que nos alegram as almas
De nobrezas francas e alvas
E que aos nossos corações salvas

Três palavras, uma alegria
Que em nossos corpos fluía
Que ao ouvi-las sorria
E sem elas não mais vivia

Espero que diga todos os dias,
Para acalmar nossas agonias
E curar nossas fadadas feridas,
“Eu te amo”, por toda nossas vidas.

quarta-feira, 5 de novembro de 2008

Imortalidade

Simples devaneios do ser,
Da alma transmuta a verdade,
Retratos iconoclastas da realidade
Sonhos fugidios do viver.

Transcorre a alma errante,
Pela alameda brilhante
A transpirar inconformidade
Sempre a temer a idade.

Da alma elástica, imutável
Não desprende mais a veracidade
Apenas a reprodução da distorção.

Viver do passado instável
Com sonhos amargos e com saudade
Não é viver, é punição!

Pensamento

Dias passados – longe da memória
Dias presentes – nos aprisionam
Tempos vindouros – não adivinhamos

Eis nossa vida,
Hora após hora!

Em minha janela

Em minha janela, contemplo as gotas de chuva
Que caem, grossas e frias, da abóbada celeste,
Que, de tão cinzenta, desbota as cores do dia
E remetem-me, como num sonho, à infância.

“Lasciate ogni speranza, voi ch’entrate”

Esta frase, escrita nos portões dantescos do inferno, parece descrever bem a situação que o País enfrenta. “Lasciate ogni speranza, voi ch’entrate”, ou “Deixai toda a esperança, vocês que entram”, é a máxima que exprime o sentimento dos brasileiros diante de tanta corrupção e violência. Dante, que atravessa o inferno e o purgatório para buscar a amada, não imaginava que sua obra atravessaria os séculos e fosse encontrar repouso nas bibliotecas poeirentas do mundo todo. Sua obra perpetua porque o bem vence o mal, enredo que aguça a imaginação de todos os otimistas e românticos, até mesmo no Brasil. Será que os brasileiros também imaginam isto da Pátria? Que teremos que passar pelo inferno (corrupção) e purgatório (violência) para chegar ao paraíso? Talvez esta metáfora esteja errada. Talvez nós, como ingênuos patriotas, devemos deixar para que a providência divina se encarregue de resolver nossos problemas, enquanto assistimos à noite, horrorizados, no telejornal os casos bárbaros que chocam o País. Depois vamos dormir e, de manhã, já esquecemos o que vimos, então o ciclo se repete.

Rotina

É a velha rotina,
Na mesma retina
É tudo igual,
Quando pego o jornal

Servidão

Bater ponto
Na escravidão
Cair no conto
Da exploração

Comodismo
No capitalismo

Já estou pronto
Para a servidão
Sem sentimento
Não há contestação

Comodismo
No capitalismo

Sem confronto
Só há anulação
Em nenhum momento
Apenas aceitação

Comodismo
No capitalismo